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ESPECIAL: CONHEÇA DONA AIDÊ, UM GIGACORAÇÃO DE MÃE, PORTO SEGURO DOS MAIS CARENTES

Uma senhora que, há mais de 40 anos faz muito pelas pessoas muito carentes da região de Ceilândia e adjacências, é forte, vinda da Paraíba...


Uma senhora que, há mais de 40 anos faz muito pelas pessoas muito carentes da região de Ceilândia e adjacências, é forte, vinda da Paraíba, para distribuir atenção, carinho, comida, roupas, sapados aos mais necessitados.
Ela acredita no governador Ibaneis Rocha, mas ela também recomenda que ele tem que andar mais para ver a situação de famílias que passam fome, por exemplo. Elogiou a entrega das residências em São Sebastião e contou uma história de um garotinho muito interessante nesse contexto.
Em média, ela atende no Instituto Dona Aidê de 400 a 600 famílias, distribuindo cestas básicas mães que não têm nada para matar a fome dos filhos. Tudo OK Notícias foi conferir o trabalho de um coração gigante que é tem o respeito e carinho de parcela significativa das pessoa mais humildes do Distrito Federal.
Por Josiel Ferreira e Maurício Nogueira
A Dona Aíde Araújo é conhecida pelo trabalho social realizado na região de Ceilândia, Sol Nascente e Córrego das Corujas, além de outras comunidades, cujas ações não têm preço. Sem apoio de governo, com o apoio da família, de “alguns” amigos e de um empresário em especial, que mais abaixo você terá sua curiosidade saciada.
Ela é a fundadora do Instituto Aidê Araújo, mas há mais de 40 anos consegue fazer a alegria de muitos cidadãos, das mães, das famílias menos favorecidas.
No dia 21 de dezembro, mães carentes estiveram no Instituto para buscar cestas básicas. Famílias desemparadas e sem emprego. Tudo OK Notícias acompanhou de perto Dona Aidê. E constatou o carinho com que as pessoas que a procuram demonstram por essa benemérita cidadã, que tem um coração enorme.
Dona Aidê disse que faz a ação social de coração, de corpo e alma. “Tem muita gente que não conhece a necessidade das pessoas”, disse.
Chegada a Brasília
Ela conta que na casa onde morava na Paraíba tinha tudo e mais um pouco. O pai dela não deixava faltar nada em casa. “Mas quando eu cheguei aqui em Brasília, eu vi aquela barraqueira e aquele povo passando fome, eu quase que enlouqueço. Nunca tinha visto barraco na minha vida. Foi pela primeira vez que eu vi.”
Foi a filha, Márcia, de dona Aidê, que infelizmente faleceu, quem começou o trabalho de ajudar famílias desemparadas. “Antes dela morrer, ela me pediu para dar continuidade ao trabalho dela e eu vou dar continuidade até eu morrer. Quando eu morrer a Vânia vai fazer, é a minha filha também.Tenho cinco filhos.”
Questionada por Tudo OK Notícias se dona Aidê está realizada, ela respondeu que “graças a Deus meus filhos foi Deus quem botou no mundo”.
Com a casa sempre de portas abertas, durante todo tempo que a reportagem ficou na casa da Dona Aidê sempre chegavam pessoas e todas eram bem recebidas.
Indagada se ela entende que a renda do povo é mal distribuída e se falta uma política voltada para as mães que estão nos seios de famílias carentes.
Dona Aidê respondeu: “Falta muita coisa. 
O CAS, você vai lá faz uma ficha lá, mas não entregam para todas as pessoas. Tem muita gente aqui que fala: ‘Fulano de tal recebe o salário mínimo’. Um valor muito insignificante. Tem umas (mães) que pagam aluguel, água e a luz e não têm o que comer. E há outras que não pagam aluguel, mas o remédio não tem nas farmácias, nos hospitais. É o remédio que eles têm que comprar é obrigatório. Aí, tiram do salário. Muitos vêm aqui pedir aí eu digo: ‘Vou ali comprar o remédio'”.
“Corro atrás para um canto e para o outro e consigo uma coisa e outra. Mas quem recebe o salário mínimo, tem remédio para comprar e paga aluguel está passando fome. A fome está brava”, complementa Dona Aidê.
“Tem que distribuir”
Dona Aidê não esmorece e explica como pretende continuar a fazer o bem. “Eu quero viver, quero que Deus me dê vida, mas eu quero continuar porque a gente não leva nada, quando morre. No caixão, não tem gaveta e na mortália não tem bolso, então a gente tem que distribuir para as pessoas que precisam mesmo.”
Agora, se Dona Aidê tem ajuda de políticos, empresários que têm colaborado, ela diz que “não deve nada a político nenhum, os políticos são quem me devem, eu não devo nada a ninguém”.
Segundo ela, têm alguns empresários que ajudam, bem como amigos e a própria família. “A Irvânia, fez ação social num salão de beleza. Corte de graça para quem desse uma cesta básica. Ela recolheu muitas coisas. Então, a gente junta a família mais para fazer esse trabalho. Alguns amigos que doam.”
“Nenhum político nunca me ofereceu nem um pacotinho de Miojo que é o mais barato que tem”, disse Dona Aidê.
Quando o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, vai para Ceilândia não deixa de passar na casa da Dona Aidê. Ou melhor, faz questão de almoçar com ela, quando é possível. Tudo OK Notícias quis saber se ela dá conselhos a Ibaneis Rocha.
“Eu falo para ele. O meu relacionamento meu com ele é bom. Mas, assim, eu não gosto de estar pedindo. Eu acho, assim, se eu sei que você faz um trabalho e você precisa, porque, assim, eu não preciso para dentro da minha casa, mas para doar para as pessoas eu preciso. Se não me oferecer, eu não peço, não”, respondeu Dona Aidê.
Hoje, ela atende muitas pessoas. Dona Aidê informou que tem 400 fichas. Tem dia que as senhas não dão para todos. “Eu digo: ‘Fica aí que vai dar para todo mundo, não vai ficar ninguém sem receber'”, diz aos que não conseguiram pegar as senhas. E recebem um pouco de tudo, roupa, calçado etc.
“Agora, quem me doa muita coisa, assim, de coração, de peito aberto, de corpo e de alma é Juraci da Tesoura de Ouro. Do Juraci, a gente já pegou até caminhão de roupa. Ele diz: ‘Tem roupa lá no depósito, vai buscar’. Aí damos um jeito de ir buscar. Ele doa bastante roupas e calçados. Não é coisa usada. É só o da loja. Ele tira tudinho e doa para mim, doa demais. Eu agradeço a Deus de coração e peço a Deus para proteger ele.
Ela lembra que muitas pessoas que não tem dinheiro para comprar só vestem roupas usadas. “Não têm dinheiro para ir numa loja e comprar uma roupa. E quando Juraci doa, que eu dou a roupa novinha, com etiqueta, o povo fica muito feliz, poque está vestindo uma roupa nova, eles não puderam ir comprar, mas eu doei. E foi Juraci que me doou”, diz emocionada Dona Aidê.
A senhora se acha mãe? perguntou Tudo OK Notícias para Dona Aidê. “Desse povo tudinho”, respondeu ela com sorriso transbordando carinho.
No Natal, no Ano-Novo em breve como se sente uma guerreira como a Dona Aidê.
“Muitas pessoas são esquecidas, os ricos, isso eu digo por conhecimento, ignoram as pessoas pobres. Eu não. Eu abraço o pobre e às vezes eu ignoro o rico. Para mim, eu não faço questão que alguém venha na minha casa. Venha sentar, bater papo. Não faço questão disso não. Eu faço questão que os pobres venham me procurar. E, assim, eu digo para eles: ‘Não se sinta desamparado, porque Deus não desampara ninguém. Quando você pensa que está sozinha alguém estende a mão’.”
Devota de Nossa Senhora, Dona Aidê, lembra Nossa Senhora Desatadora de Nós, Nossa Senhora Aparecida. “Nossa Senhora Desatadora dos Nós desata qualquer nó na vida das pessoas. É só ter fé e pedir a ela com fé, que ela desata”, recomenda.
Em relação à mensagem que Dona Aidê escolheu para direcionar às pessoas carentes ela assim resumiu:
“Por mais que seja a vida das pessoas eu também já passei muita dificuldade na minha vida. Eu já tive muitas coisas na minha vida, na casa dos meus pais. Mas quando cheguei aqui em Brasília eu já passei muitas coisas, assim, que às vezes eu fechava o olho e dizia: ‘Deus, não esquece de mim, não. Fica do meu lado. Não me abandone. E enfrentei e venci. Então, eu falo sempre, gente vocês têm que ter fé em Deus. ‘Mas nós não temos emprego’, ajuda, faz uma faxina. Eu já lavei roupa para fora, eu passei roupa. Quando cheguei aqui arrumei para trabalhar no Hospital de Base, mas eu não fui, porque não tive coragem de deixar meus filhos soltos lá no (Núcleo) Bandeirante. Eu lavava roupa e na minha casa eu pagava para lavar. Mas lavava roupa para fora. E não me arrependi, não. Se tivesse que fazer novamente eu fazia com todo o carinho, com todo amor.”
E para os políticos, Dona Aidê também deixou uma mensagem, principalmente, para os deputados distritais, representantes do povo do Distrito Federal.
“Que eles possam mudar e olhar para as pessoas carentes. Porque olhar para quem já tem não está fazendo favor nenhum para Deus. Mas quando a pessoa olha para os pobres e necessitados, Deus agradece e dá em dobro. Dá um retorno muito grande, assim como ele dá para mim, dá para os outros também.”
Dona Aidê não fica parada. Ela tem uma rotina bem puxada. Ela anda pelo Sol Nascente/Por do Sol, Pinheiro I, Pinheiro II, Córrego da Coruja, Vila do Mingau. São esses locais que ela vai em busca de dar melhores condições de vida na medida do possível.
Questionada se o governador Ibaneis Rocha irá mudar, Dona Aidê responde sem receio ou rodeio. “Vai mudar, tem que puxar a orelha dele.”
“Mãe porque tá derrubando nossa casinha”“Agora foi bonita a entrega daqueles apartamentos. Eu fiquei muito feliz. No dia que estavam derrubando aquele negócio lá, eu fui para lá. Quando cheguei lá. Vi um menininho saindo porque estavam derrubando a casa dele. Ele segurou nas pernas da mãe dele e ficava gritando: ‘Mãe por que tá derrubando nossa casinha, por que tá derrubando nossa casinha? Mãe, por que tá derrubando nossa casinha?’ Ele gritava e chorava.
Ela prosseguiu: “Eu peguei ele e disse não pergunte a sua mãe, porque ela não tem resposta. Você ainda vai arrumar um lugar bom, um lugar melhor para você morar. Então eu fiquei tão impressionada com aquilo porque eu achei que aquele menino não ia esquecer nunca. Até atrasar ele no colégio. Acho que ele estava estudando e passando aquilo na cabeça dele. Por que estavam derrubando a casinha dele? E, agora, ele ganhou o apartamento ali, e fiquei muito feliz da vida, quando eu vi a mãe dele recebendo o apartamento ali.”
Quanto ao governador Ibaneis Rocha, ela entende que ele tem que olhar mais para esse tipo de pessoas.
“Porque ontem nós tivemos ali entregando nossas coisas, eu disse gente de de Deus, aquele pessoal não vive não. As enxurradas entraram na casa queimou geladeira, televisão, encheu o fogão de lixo, precisava você ver a situação daquele povo lá. E lá é tudo no gato, não tem água, luz, não tem nada, não tem esgoto. Amanhã eu estou indo para lá de novo”, disse.
Por fim, Dona Aidê tem fé que o governador Ibaneis Rocha poderá fazer mais pelo povo carente.
“Eu acredito no Ibaneis, até porque ele não precisa de nada do governo. E, depois, ele tem que andar mais, mais para ver a situação das pessoas mais carentes. Na eleição ele andou, não teve preguiça, não. Andava e cansava. E você vê que foi o primeiro governador do DF a fazer um milhão e tantos votos e nem Roriz fez.”


Exclusivo – Foto: Revista Antenados

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