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Inquérito mostra lista de números hackeados por grupo

Inquérito mostra lista de números hackeados por grupo Diversas autoridades, jornalistas e pessoas públicas tiveram os celulares invadidos....


Inquérito mostra lista de números hackeados por grupo
Diversas autoridades, jornalistas e pessoas públicas tiveram os celulares invadidos. Dentre as vítimas, está o presidente Bolsonaro e parte da família, Moro, Rodrigo Maia.
O grupo acusado de invadir mais de 1000 telefones celulares hackeou aparelhos de cerca de 80 pessoas públicas do país entre autoridades, jornalistas e outras personalidades. Dentre as vítimas, estão o presidente Jair Bolsonaro e os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.
Janot foi quem teve o telefone acessado mais vezes — foram 76. Em seguida, vem o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, com 37.
Na lista, ainda aparecem nomes como o presidente Jair Bolsonaro, que teve os celulares funcional e reservado acessados sete vezes. Os filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (sem partido-SP), também teve dois telefones invadidos, sendo um 10 e outro sete vezes. O senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) também foi vigiado sete vezes. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, recebeu as “visitas” 10 vezes.
O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, a deputada Gleisi Hoffmann, presidente do PT, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, o ex-governador do Rio Pezão, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre e o apresentador Pedro Bial também foram vítimas dos ataques.
Veja a lista completa:



A lista consta em inquérito da Polícia Federal apresentado à Justiça na quinta-feira (19), ao qual o Jornal de Brasília teve acesso. O documento mostra que os hackers invadiam os aparelhos através de ligações cujo número chamador era o próprio celular da vítima. Por vezes, os contatos também eram feitos por números atípicos, como “000041” e mensagens referentes a códigos de verificação do aplicativo Telegram e a protocolos da operadora TIM confirmando adesão a serviços não solicitados.
Em 177 páginas de inquérito, a PF mostra, em detalhes, o nome das pessoas que tiveram os celulares invadidos, o DDD e os quatro primeiros dígitos dos números e a quantidade de ligações recebidas. Ao todo, eles realizaram 7699 ligações em que o número de origem era igual ao de destino, atingindo 1727 números de telefone diferentes.

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