segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

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"Vamos ter que engolir esse sapo", diz Bolsonaro sobre críticas de Lula
Em entrevista ao Jornal da Record, nesta segunda-feira (2), Jair Bolsonaro disse que teria "que engolir esse sapo" ao se referir a críticas do ex-presidente Lula. Ele ainda reafirmou sua subserviência aos EUA ao afirmar que não vê risco de estremecimento da relação com Donald Trump por conta do anúncio de sobretaxa do aço e do alumínio brasileiro e argentino
2 de dezembro de 2019, 21:49 h Atualizado em 2 de dezembro de 2019, 22:26
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Em entrevista ao Jornal da Record, nesta segunda-feira (2), Jair Bolsonaro reafirmou a sua subserviência perante os EUA ao afirmar que não vê risco de estremecimento da relação com Donald Trump por conta do anúncio de sobretaxa do aço e do alumínio brasileiro e argentino.
Disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, já está em contato com as autoridades norte-americanas. "Se não tiver solução eu ligarei", prometeu.
Ao ser questionado sobre as críticas de Lula, respondeu: "Vamos ter que engolir esse sapo. O barco segue porque o Brasil está indo bem”. O que Lula tem falado "até me ajuda", disse ainda, acusando o ex-presidente de ter "trazido a intolerância".
Segundo ele, as declarações do ministro Paulo Guedes pela edição de um novo AI-5 para conter manifestações o fizeram sofrer pressão para demiti-lo.
“Quem pede a cabeça do Paulo Guedes quer desestabilizar a economia”, rebateu, afirmando que o ministro está fazendo "um belo trabalho", pois conseguiu aprovar a reforma da Previdência.
Ele também foi questionado sobre as declarações do ex-ministro Gustavo Bebianno, que ao se filiar do PSDB, disse que a democracia está ameaçada pelo seu governo.
"É carta fora do baralho", declarou. “Ele teve sua chance aqui pra ser um ministro leal ao Brasil e não aproveitou essa oportunidade”, acrescentou, afirmando que não merecia falar sobre Bebianno, não queria lembrar porque ele foi demitido e que deseja que o ex-ministro seja feliz ao lado do governador de São Paulo, João Doria.
Sobre a licitação que retirou o jornal Folha de S. Paulo da lista de veículos assinados pelo Palácio do Planalto e ministérios, Bolsonaro disse que o governo não deve "gastar dinheiro com esse tipo de imprensa", que ele classifica como ruim. Mas disse que se o gesto violar a lei, volta atrás. Segundo ele, porém, não se trata de "perseguição".
Questionado sobre quais foram os erros e acertos de seu governo, Bolsonaro disse que o acerto foi a escolha dos ministros. "Todos técnicos". Já sobre os erros: "Não vi erros, apenas pequenas falhas".

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