quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

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VÍDEO: ''Queria dar um susto e voltar'', diz acusado de matar filho
Paulo Osório prestou depoimento sobre o assassinato do filho à Divisão de Repressão ao Sequestro. Ele alega que matou Bernardo sem intenção.
Ao ser preso, o servidor público Paulo Roberto Caldas Osório, 45 anos, acusado de sequestrar e matar o próprio filho, de 1 ano e 11 meses, prestou depoimento, na manhã desta quarta-feira (4/12). Os esclarecimentos foram prestados à Divisão de Repressão ao Sequestro (DRS), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O homem alega que tinha a intenção de "sumir com o menino uns dias, para dar um susto e pronto, voltar."
A oitiva foi gravada (assista ao vídeo abaixo). O vídeo, com mais de 5 minutos de duração, começa com Paulo Osório falando sobre a relação dele com a mãe da criança, a advogada Tatiana da Silva Marques, 30, e a ex-sogra. "Até então, era uma pensão (o motivo delas terem entrado na Justiça). Fiquei chateado, porque eu estou passando por uma fase bem difícil. Eu perdi meu pai, tive que fazer o inventário e pagar umas coisas dele. A greve do metrô... Então, assim, eu achei muita sacanagem delas virem justo agora, sendo que não tinha necessidade. Elas não precisam desse dinheiro", afirmou o servidor público.
Além do pedido de pensão alimentícia, requerido pela mãe de Bernardo, Paulo também citou o tempo que passava com o filho. "O que mais me aborreceu era o fato de não poder ficar com ele. Às vezes um dia inteiro, ele dormir lá em casa... Eu queria viajar com ele, e elas (mãe e avó) virem falar que não. Toda vez que eu falava assim: 'Posso viajar? Posso ficar com ele?', elas vinham com a história de 'Ah, se você ficar com essas histórias, vamos na Justiça e vou delimitar os dias e horários'", descreveu.
O acusado contou ter conversado com Tatiana na semana passada, pedindo para ver Bernardo após a escola. A mãe concordou, desde que o menino fosse entregue à noite, para manter a rotina. Na quarta-feira (27/11) e na quinta-feira (28/11), Paulo deixou a criança com a mãe. Na última sexta-feira (29/11), o homem desapareceu e não deixou informações sobre o paradeiro dele ou do garoto.
Ele deixou a casa em que morava, na 712 Sul — onde matou a própria mãe a facadas, em 1992 — e pegou o carro. O objetivo dele era seguir viagem até a Bahia. O homem confirma que deu comprimidos de remédio para dormir ao menino, mas que a morte teria sido desproposital. "Eu peguei três comprimidos e misturei no suco de uva para dar para ele, em um copo que ele usava normalmente. Na hora que parei para abastecer, olhei pelo retrovisor e notei que ele (Bernardo) estava com a cabeça muito de lado", explicou.
"Aí, eu fui arrumar a posição da cabecinha dele e estava muito mole, mesmo para quem estava dormindo. Nisso, eu me assustei. Pulei para o banco de trás para ver os sinais (vitais) dele. Fui colocar a mão no pescoço, coloquei o ouvido no peitinho, para ver se tinha batimento", acrescentou Paulo Osório. Nesta hora, ele percebeu que Bernardo estava morto.
O homem afirma ter jogado o corpo do filho, junto com a cadeirinha de bebê, às margens da BR-020. A Polícia Civil faz buscas para localizar a criança. Até a mais recente atualização desta matéria, o menino não tinha sido encontrado.
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