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MDB de Daniel Vilela tem de entregar os anéis para não perder os dedos na Prefeitura de Goiânia

Para se manter forte, o emedebismo precisa de Rogério Cruz. Mas deve entender que ele é o prefeito da capital e não aceita ser teleguiado Ma...


Para se manter forte, o emedebismo precisa de Rogério Cruz. Mas deve entender que ele é o prefeito da capital e não aceita ser teleguiado

Maguito Vilela foi eleito prefeito de Goiânia, mas, ao morrer, “legou” o poder ao vice, Rogério Cruz, que se tornou prefeito. Maguito Vilela pertencia ao MDB. Rogério Cruz é do Republicanos, partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus.

Num primeiro momento, Rogério Cruz aceitou uma equipe montada pelo grupo que patrocinou a campanha de Maguito Vilela. Mas, ao descobrir que sua caneta está cheia de tinta, decidiu mudar parte dela. Houve e há resistência do MDB de Daniel Vilela — que, no Paço Municipal, é chamado de “prefeito-adjunto” por funcionários e aliados do prefeito.

Daniel Vilela, presidente do MDB, e Rogério Cruz, prefeito de Goiânia | Foto: Reprodução
O que quer, exatamente, o prefeito Rogério Cruz?

Primeiro, ser respeitado pela equipe. As ordens que devem prevalecer no Paço Municipal precisam ser as suas — o dono da caneta (a tinta só acaba em dezembro de 2024, quando disputará a reeleição, com o apoio, quem sabe, do emedebismo). Veja-se um caso curioso: a Secretaria de Cultura se tornou um “feudo” de Kleber Adorno, no entendimento dos rogeristas. “O prefeito pede informações, inclusive a respeito de cargos comissionados, e nunca as recebe. Por isso a tendência é que coloque o jornalista Iúri Rincon Godinho no cargo de secretário da Cultura. Os dois são amigos.”

Segundo, Rogério Cruz, neste momento, atendeu quase que exclusivamente o MDB de Daniel Vilela e aliados deste. Portanto, daqui para frente, quer atender também o seu grupo político e os vereadores. O prefeito precisa de cargos para a negociação política com a Câmara, pois necessita comprometer os vereadores com sua gestão. Trata-se de um realismo, de como funciona as coisas. (O vice de Rogério Cruz é o presidente da Câmara Municipal, Romário Policarpo. Trata-se de um detalhe importante e Rogério Cruz, segundo um aliado, não quer ver secretário destratando o vereador.)
Terceiro, o prefeito não quer expurgar o MDB de sua gestão. 
Quer, isto sim, mandar e ser obedecido. 
Cargos estratégicos devem ser da confiança do titular, quer dizer, de Rogério Cruz. Então, a inteligência política sugere a Daniel Vilela que entregue os anéis para não perder os dedos. Se perder Rogério Cruz, portanto a prefeitura, o emedebista chegará fraquíssimo para a disputa eleitoral de 2022. E, se não articular com o governo do Estado — aliás, há articulações efetivas —, Daniel Vilela verá, aos poucos, o Republicanos articulando, e sem consultá-lo, com o governador Ronaldo Caiado, do partido Democratas.

Enfim, interessa ao MDB ficar na prefeitura, ainda que com menos poder. Se não ficar, pouco lhe restará. Porque a Prefeitura de Aparecida não tem como agasalhar a estrutura do partido.

Fonte: Jornal Opção 

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