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Homem que chamou porteira de “macaca” teria defecado no elevador, dizem moradores

Homem que chamou porteira de “macaca” teria defecado no elevador, dizem moradores Vizinhos viram os restos das fezes, e o zelador do prédio,...


Homem que chamou porteira de “macaca” teria defecado no elevador, dizem moradores
Vizinhos viram os restos das fezes, e o zelador do prédio, conforme relatos aos quais o Metrópoles teve acesso, precisou limpar o local.
Goiânia – De acordo com moradores de um prédio de luxo de Goiânia, o homem que aparece em vídeos xingando uma porteira de “macaca”, “chimpanzé” e “chipanga”, na tarde do último domingo (18/4), teria defecado no elevador do edifício, logo após a briga.
O zelador do prédio, conforme relatos aos quais o Metrópoles teve acesso, precisou limpar o local assim que foi avisado por moradores que usaram o elevador. 
O homem, identificado como Vinícius Pereira da Silva, teria defecado após sair da portaria e subir para o seu apartamento, que fica no 12º andar.
O assunto foi pauta no grupo de WhatsApp dos moradores do edifício Residencial M Times, localizado no Jardim Goiás, bairro nobre da capital goiana
A princípio, os vizinhos acharam que era vômito. “Não é vômito. São fezes do mesmo morador que praticou as agressões”, esclareceu uma das integrantes do grupo.
Uma outra moradora do prédio relatou a situação em áudio: “Eu estava no mezanino, e moro no 1º andar. 
Quando chamei o elevador, ele estava parado realmente no 12. Aí eu entrei no elevador e estava lá. Eu não sabia se era vômito ou se era alguém que teve diarreia”.
A administração do condomínio disse ao Metrópoles que, pelas câmeras do elevador e do hall de entrada, não foi possível identificar o ocorrido. 
O zelador do prédio, no entanto, fez o serviço de limpeza e ficou indignado com o que aconteceu. Além disso, a porteira vítima das injúrias raciais relatou toda a situação à advogada que a representa, Isa Rasmussen.
“Apesar disso, ele não se preocupou em limpar. 
Pelo contrário, subiu, interfonou e continuou a intimidação, as ofensas e outras humilhações”, diz a advogada. Assim que chegou a casa, o morador ligou na portaria e continuou a xingar a funcionária.
No vídeo que mostra esse exato momento, é possível notar a indignação do zelador, que tinha acabado de fazer a higienização do elevador. “Tem jeito, não. Depois de passar por tudo que eu fiz…”, diz o funcionário ao fundo, quando escuta o morador dizer para a porteira esquecer o que tinha acontecido.
O morador escutou a fala do zelador e retrucou: “Parece que o Seu Domingos quer interferir. Eu vou meter o meu (trecho inaudível) na cintura e vou aí para baixo resolver. Eu sou policial federal e vou mostrar para vocês”.
Veja:
O Metrópoles entrou em contato com o advogado Abner Machado, que representa Vinícius Pereira da Silva, mas ele disse que só falará sobre o caso envolvendo o cliente nesta quinta-feira (22/4). Além disso, a reportagem enviou pergunta específica a respeito da situação do elevador, mas não obteve resposta, até então. 
O espaço segue aberto.
Schneider diz que não é a primeira vez que o morador faz algo do tipo. E pontuou que vai avaliar medidas administrativas que podem ser tomadas para penalizá-lo no edifício
Schneider diz que não é a primeira vez que o morador faz algo do tipo. 

Entenda o caso
O morador Vinícius Pereira da Silva, segundo o síndico do Residencial M Times, Anderson Schneider, chegou ao portão da garagem, na tarde de domingo (18/4), sem o controle e apenas piscou os faróis para que a porteira liberasse a entrada.
A funcionária, no entanto, esperou que o morador se identificasse, conforme as regras de segurança do local, e não abriu o portão. “Ela seguiu o procedimento correto”, disse o síndico na segunda-feira (19/4), quando esteve na delegacia para testemunhar a favor da porteira.
Insistente, Vinícius seguiu piscando os faróis do carro, mas a funcionária não cedeu. Ele ligou na portaria, e a mulher pediu que o morador se identificasse por telefone. Irritado, o homem começou a xingá-la.
Em seguida, o morador desceu do carro, alterado, foi até a portaria e proferiu xingamentos racistas. “Macaca, você está fudida (sic)”, disse. Ao ver que a funcionária estava gravando, ele a chamou de “chimpanzé” e disparou: “Me encara, desgraça”. O homem está sendo investigado por injúria racial e ameaça.
Veja:

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