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Wilson Lima, governador do AM, é alvo da PF por desvios na Saúde

Agentes federais cumprem 25 mandados de busca e apreensão e de prisão, na manhã desta quarta-feira, em Manaus (AM) e em Porto Alegre (RS) A ...

Agentes federais cumprem 25 mandados de busca e apreensão e de prisão, na manhã desta quarta-feira, em Manaus (AM) e em Porto Alegre (RS)


A Polícia Federal (PF) realiza, na manhã desta quarta-feira (2/6), ação contra o governo estadual do Amazonas, por supostas fraudes em licitação e desvios de recursos públicos durante a pandemia da Covid-19.

Trata-se da quarta fase da Operação Sangria, que também investiga a formação de organização criminosa.

No total, a corporação cumpre 19 mandados de busca e apreensão e outros seis de prisão, em Manaus (AM) e em Porto Alegre (RS). A casa do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), é alvo dessa ação. A ordem judicial também prevê o sequestro de bens e valores que somam R$ 22.837.552,24.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lima e do secretário de Saúde, Marcellus Campêlo, alvo de um mandado de prisão.

Uma outra denúncia contra Wilson Lima é analisada, nesta quarta-feira, pela Corte Especial do STJ, devido a supostas fraudes na compra de respiradores para o tratamento de pacientes com Covid-19.

Segundo as investigações, há indícios de que funcionários do alto escalão da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas tenham realizado contratação fraudulenta em um hospital de campanha, para favorecer grupo de empresários locais, sob orientação da cúpula do governo do estado.

A PF apurou que a unidade de saúde não atende às necessidades básicas de assistência à população atingida pela pandemia da Covid-19, bem como coloca em risco de contaminação os pacientes e os funcionários da instituição hospitalar.

Verificou-se ainda que contratos das áreas de conservação e limpeza, lavanderia hospitalar e diagnóstico por imagem, firmados em janeiro de 2021, contêm indícios de montagem e direcionamento de procedimento licitatório, prática de sobrepreço e não prestação de serviços contratados.

Os indiciados poderão responder, conforme suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato e pertencimento a organização criminosa.

Procurado, o Governo do Amazonas ainda não se manifestou sobre a operação. O espaço segue aberto.

Por Tácio Lorran - Mirelle Pinheiro - Metrópoles

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