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MURAL DA DISCÓRDIA: Escola da Estrutural emite comunicado sobre exposição polêmica do Dia da Consciência Negra

Depois da exposição de imagens polêmicas com temas alusivos ao Dia da Consciência Negra, o Centro Educacional 01, da Cidade Estrutural, se m...



Depois da exposição de imagens polêmicas com temas alusivos ao Dia da Consciência Negra, o Centro Educacional 01, da Cidade Estrutural, se manifestou sobre o assunto. Os painéis exibem cenas da Polícia Militar e de práticas nazistas.
De acordo com o comunicado emitido pelo CED 1, a exposição teve a intenção de despertar uma reflexão sobre a negritude, porém em nenhum momento querer atingir ou criticar a polícia. 
A vice-diretora, Luciana Paim, informou que em nenhum momento a unidade de ensino exibiu um mural para promover ataques. 
Entre os temas destacados estão a valorização da beleza negra e a cultura africana, além de charges e tirinhas para reflexão sobre assuntos como o preconceito racial.

Uma das charges que mais ganhou uma repercussão negativa traz a figura de um policial militar exibindo uma suástica no braço direito, soprando uma vela com a data ’20’, em referência ao Dia da Consciência Negra. Questionado sobre o assunto, o professor de história, Adriano Paiva, falou sobre os murais com charges. “Não passou pelo meu crivo que seria uma acusação contra a polícia, e esse cartaz em particular vai ser retirado”, informou ao Jornal de Brasília.
Ainda de acordo com o docente, o projeto educacional não cita o nazismo. “É um projeto para explicar para eles sobre a consciência negra”, comenta.
O docente mostrou aos estudantes o que é uma charge e ensinou como criar uma e citou que, no mês inteiro, haveria imagens nas mídias e jornais sobre o tema. 
O dever de casa deles, era apresentar três tirinhas que eles viram e criar uma charge usando a imaginação. 
A gente tenta passar o trabalho, mas acontece, né?!”, ressalta o professor.
O educador ainda explicou que muitas charges se repetiram, pois os estudantes pesquisaram as mesmas fontes. 
Ele informa ainda que se trata de charges conhecidas, porém jamais a intenção foi atacar a polícia, e sim estimular nos alunos uma reflexão sobre questões enfrentadas pela comunidade negra.
“Vamos passar em sala de aula para falar da suástica, o professor vai fazer a abordagem com os alunos, mas os demais cartazes ficarão onde estão. São murais sobre a consciência negra, um tema que não pode ser omitido”, aponta a vice-diretora Luciana Paim. 
Ela fez questão de mostrar à reportagem toda a obra feita pelos alunos, e disse que o vídeo feito por um policial, não mostra todo o projeto, o tirando de contexto.
 “Estão querendo destruir um projeto pedagógico”, finaliza.

Da redação Estrutural On-line

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