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Apoiado com R$ 21,3 milhões do BNDES, o complexo de reciclagem no DF entra em nova etapa

O Governo Federal, em parceria com o Governo do Distrito Federal (GDF), está desti n an do um i m p o r tante investimento de R$ 21,3 milhõe...

O Governo Federal, em parceria com o Governo do Distrito Federal (GDF), está destinando um importante investimento de R$ 21,3 milhões, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esse recurso é voltado ao desenvolvimento e modernização do Complexo Integrado de Reciclagem no Distrito Federal, que atualmente se encontra em uma nova fase de fortalecimento e expansão.

Com vistas a promover uma transformação significativa na inclusão socioprodutiva de mais de mil catadores e catalisar benefícios ambientais amplificados, o projeto avançou de forma significativa. A nova etapa foi oficializada em uma cerimônia realizada nesta sexta-feira, dia 9, marcando a entrega de equipamentos essenciais e o icio das obras para adequação da infraestrutura existente. O evento contou com a presença da governadora em exercício do Distrito Federal, Celine Leão, da diretora de Crédito Digital e Gestão do Fundo do Rio Doce do BNDES, Maria Fernanda Coelho, e da presidenta da Central de Cooperativas de Trabalho de Materiais Recicláveis do Distrito Federal e Entorno (Centcoop), Lúcia Fernandes.

Ao todo, os investimentos somam R$ 48,8 milhões, provenientes da colaboração entre o BNDES, o GDF e parceiros privados. Além dos R$ 21,3 milhões em recursos não reembolsáveis do BNDES, há uma contrapartida significativa de R$ 27,5 milhões. Esses recursos serão alocados para reformar um centro de triagem existente, construir novos cinco centros de triagem, um centro de comercialização e dez pontos estratégicos de coleta de resíduos. Além disso, contempla a aquisição de maquirio moderno, como pás-carregadeiras e empilhadeiras, e o desenvolvimento de ões direcionadas à capacitação técnica e ao fornecimento de assistência aos trabalhadores envolvidos.

O projeto tem objetivos ambiciosos que vão além das reformas infraestruturais. Busca equilibrar progresso social e ambiental ao integrar os catadores ao mercado produtivo formal, garantir melhorias em sua remuneração e ampliar a eficiência e cobertura da coleta seletiva no DF. Esse modelo integrado reflete uma abordagem estratégica para a gestão responsável dos resíduos sólidos. Os galpões envolvidos na iniciativa estão sob a administração da Centcoop, responsável por um trabalho transformador junto às cooperativas filiadas.

De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a iniciativa refoa o compromisso do banco em alavancar projetos que mesclam inclusão social, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento econômico sustentável. Ele destacou que essa política reflete a visão de longo prazo adotada pelo governo Lula desde anos anteriores e que o BNDES vem desempenhando um papel fundamental ao direcionar investimentos que promovam benecios econômicos alinhados à justiça social.

Maria Fernanda Coelho anunciou durante o evento a liberação da parcela final do investimento pelo BNDES, no valor aproximado de R$ 5,3 milhões. Segundo ela, esse repasse é fruto da parceria também com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do DF e a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), ambos comprometidos em impulsionar a profissionalização dos trabalhadores e trabalhadoras no setor de reciclagem.

Essa fase específica engloba não apenas a aquisição de novos equipamentos como caminhões e linhas avançadas para processamento de plásticos e vidros, mas também as modificações genéricas nas instalações civis, hidráulicas e elétricas necessárias para sua implementação. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente es à frente dessas entregas técnicas cruciais.

A presidenta da Centcoop, Lúcia Fernandes, enfatizou os profundos impactos positivos que o projeto trará para os catadores, tanto no âmbito financeiro quanto na dignificação do trabalho exercido por eles. As melhorias estruturais e os novos equipamentos são elementos fundamentais para impulsionar a produtividade e a renda desses profissionais.

Com uma história sólida de 17 anos, a Centcoop é composta por 22 cooperativas afiliadas que reúnem mais de 1.100 catadores. Notavelmente, cerca de 72% dos integrantes são mulheres. Em média, a central é responsável pela reciclagem anual de aproximadamente 12 mil toneladas de resíduos sólidos, evidenciando seu impacto positivo tanto para o meio ambiente quanto para a inclusão social em ampla escala.

Entre os exemplos inspiradores que emergem dessa rede cooperativa está Aline Sousa, ex-presidente da Centcoop. Filha de catadores e atuante desde a juventude no setor, Aline hoje simboliza os avanços significativos promovidos pela economia solidária. Tanto é que seu trabalho e trajetória fizeram dela um ícone nacional, reconhecida por estar entre as oito pessoas escolhidas para entregar a faixa presidencial ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023. Essa história reflete como o fortalecimento desse setor vai além da sustentabilidade ambiental

Da redação do portal de Notícias

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