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terça-feira, 3 de abril de 2018

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Peterson Ricarte, 45 anos, contou que ele e colegas estavam em reunião no Setor Comercial Sul quando começaram a sentir a mesa balançar


MICHAEL MELO/METRÓPOLES

Moradores e trabalhadores de Brasília relataram momentos de tensão e desespero por causa do tremor ocorrido nesta segunda-feira (2/4) em diversos pontos da cidade. Assustadas, milhares de pessoas saíram de edifícios da Asa Norte, dos setores Comercial Sul (SCS) e de Indústrias Gráficas (SIG), além da antiga Rodoferroviária, no Setor de Armazenagem e Abastecimento (SAA).

Supervisor da Bancorbrás, no SCS, Peterson Ricarte, 45 anos, contou que ele e colegas estavam em reunião no sétimo andar da empresa quando começaram a sentir a mesa balançar. “Imediatamente, pedi para as pessoas descerem. Fiquei com as pernas trêmulas. Nunca tinha vivido isso”, narrou.


Peterson Ricarte estava no sétimo andar de um prédio no SCS no momento do tremor JP Rodrigues/Especial para o Metrópoles

Aline Campos trabalhava no mesmo edifício quando ocorreu o incidenteJP Rodrigues/Especial para o Metrópoles
Diversas pessoas sentiram o tremorDivulgação/WhatsApp
Na região central da capital federal, trabalhadores deixaram os prédios Divulgação/WhatsApp
Pessoas que evacuaram edifícios no Setor Comercial SulDivulgação/WhatsApp

Prédios que tremeram foram evacuados às pressas Divulgação/WhatsApp

A Defesa Civil pede a todas as pessoas que sentiram os efeitos do terremoto para evacuarem imediatamente os prédios Divulgação/WhatsApp

Tremor ocorreu por volta das 11h Divulgação/WhatsApp

Carros estão sendo retirados da Garagem do Tribunal de Contas do Distrito FederalMichael Melo/Metrópoles

Prédios da Asa Norte, dos setores Comercial Sul e de Indústrias Gráficas foram atingindos e balançaram Divulgação/WhatsApp

Tribunal de Contas do DF (TCDF) também foi esvaziado Michael Melo/Metrópoles
No SCS, o abalo foi mais forte Divulgação/WhatsApp

Setor Comercial Sul Divulgação/WhatsApp

Aline Campos, 34, é analista na mesma empresa. Além do susto, ela teve tontura durante o tremor, enquanto usava o computador. “Deu um desespero e só pensei em ficar o mais longe possível”, relatou. A cientista política Camila Meireles, 41, também trabalha no SCS e diz ter sentido o prédio balançar de um lado para outro.
“As cadeiras de rodinha chegaram a se mexer. Imediatamente, todos se levantaram e desceram do prédio. Agora, estamos do lado de fora sem saber se podemos entrar no edifício novamente”, disse Camila.

O tremor foi sentido também no SIG. A fotógrafa Mariana Aerre, 34, trabalha no Centro Empresarial Parque Brasília e sentiu o abalo sísmico. Ela contou que os ocupantes desceram do edifício pela escada. “Umas pessoas andaram devagar. Outras, correram”, lembrou.

Adriana Avelino Santiago (foto em destaque) teve a mesma sensação no prédio do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), onde trabalha como técnica de administração. “Estava no telefone e senti um tremor na cadeira. Logo, pediram para a gente descer”, relatou. No momento do abalo, ela estava no terceiro andar.

Terremoto
O terremoto atingiu o sul da Bolívia nesta segunda. De acordo com informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor ocorreu a 557km de profundidade a cerca de 13km de um local chamado Carandayti, próximo da fronteira com a região norte do Paraguai.


Segundo o Corpo de Bombeiros do DF, a instituição recebeu mais de 50 chamados referentes ao tremor até as 12h.

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