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quinta-feira, 24 de maio de 2018

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Preso em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou a prefeitos reunidos em Brasília nesta quarta-feira (23) por meio de uma carta lida pela presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR).

Mesmo diante da possibilidade de Lula ser barrado pela lei da ficha limpa, o PT o mantém como pré-candidato à Presidência. A pré-candidatura será lançada nacionalmente em 9 de junho, em Belo Horizonte.

"Eu sou candidato a presidente porque não cometi crime nenhum. Eu sou candidato porque tenho honra e agi com responsabilidade, ética e correção nos meus oito anos de presidente da República", disse Lula na carta.

"Não quero ser presidente de novo para olhar para trás e dividir o país em paneleiros ou petistas."

Ele afirmou também que lamentava não estar presente na marcha de prefeitos por causa de uma "sentença mentirosa".

"Agora, para fins políticos, podem difamar gestores sem provas e condená-los sem dizer porque o estão condenando. Isso não deveria preocupar apenas um partido ou outro, mas a todos que prezam pela democracia e pela justiça", disse o ex-presidente na carta que, segundo Gleisi, foi escrita a mão por ele.

Na carta lida por Gleisi, Lula afirmou poder fazer um governo melhor que os seus dois anteriores e desafiou seus adversários.

"Se alguém quer ser presidente, que me derrotem no voto", afirmou.

Ao fim da carta, houve vaias e aplausos. Quando Gleisi anunciou que responderia as perguntas enviadas previamente pela CNM (Confederação Nacional de Municípios), vários prefeitos deixaram o auditório.

Lula disse que, eleito, alterar a legislação aprovada pelo governo Michel Temer que estabelece um teto para os gastos públicos.

"Sem revisar a PEC do teto de gastos, o próximo governo só irá fazer cortes e cortes e isso vai afetar cada vez mais os repasses aos municípios", afirmou.

"O que não é possível é congelar por 20 anos os gastos públicos no Brasil, independente do país ganhar na loteria ou sofrer um terremoto. Isso é loucura e é na prática uma camisa de força, um congelamento das responsabilidades do governo. Para um tecnocrata de Brasília é fácil. Vocês que estão perto do povo, sendo cobrados, sabem as consequências dessas medidas", disse Lula na carta.

Aos jornalistas, Gleisi Hoffmann afirmou que o plano de governo será apresentado em julho, na convenção do partido. O programa está sendo escrito pelo ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, um dos cotados para substituir Lula na disputa.

Gleisi disse que o PT quer fazer composição para que outro partido indique o vice da chapa e afirmou que o empresário Josué Alencar (PR-MG), filho do ex-vice de Lula, José Alencar, "é sempre um bom nome". O mineiro tem sido disputado por partidos da esquerda e da direita. Com informações da da Folhapress.
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