terça-feira, 25 de junho de 2019

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O acidente ocorreu em abril de 2017 e deixou mãe e filho mortos(foto: Hugo Gonçalves/Esp. CB/D.A Press)

Racha da L4 Sul: Justiça decide devolver CHN de bombeiro
Noé Albuquerque Oliveira estava com a carteira apreendida desde outubro de 2017. O caso ocorreu em abril daquele ano e deixou mãe e filho mortos
A Justiça determinou a devolução imediata da carteira nacional de habilitação (CNH) do bombeiro e enfermeiro Noé Albuquerque Oliveira, que se envolveu na morte de mãe e filho em um acidente de trânsito. O caso ficou conhecido como Racha da L4 Sul e ocorreu em
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30 de abril de 2017. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) divulgou a decisão nesta segunda-feira (24/6).
Noé Albuquerque estava com a carteira de motorista apreendida desde outubro de 2017, conforme deliberação da Justiça. À época, o militar também respondia pelo homicídio doloso (quando há intenção de matar) de Ricardo Cayres, 46 anos, e a mãe dele, Cleusa Maria Cayres, 69, próximo à Ponte das Garças.
A Justiça desclassificou a acusação contra o advogado Eraldo José Cavalcante Pereira, que participava do suposto pega com Noé. Em 19 de junho, a defesa de Noé Albuquerque interpôs recurso para revogar a medida cautelar de suspensão do direito de dirigir e, assim, o bombeiro ter a CNH devolvida.
Para Éder Ricardo Fior, advogado de defesa de Noé, a decisão do tribunal foi coerente. “A suspensão foi uma medida cautelar do processo e, a partir do momento que Noé provou inocência, não há necessidade de mantê-la. Noé também foi absolvido no processo interno do Corpo de Bombeiros neste mês”, afirma.
A reportagem entrou em contato com Fabrícia Gouveia, 49, viúva de Ricardo Cayres. Ela não quis comentar sobre a decisão da Justiça em conceder o direito de dirigir para Noé Albuquerque. Contudo, ela destacou que, juntamente com o Ministério Público, “entramos com um recurso para a revisão da decisão sumária de absolvição dele (o bombeiro) e esperamos a resposta da Justiça”.
O acidente
O caso ocorreu na noite de 30 de abril de 2017, quando três carros saíram de uma marina do Lago Paranoá. O bombeiro Noé conduzia uma Rover Evoque; Fabiana de Albuquerque Oliveira dirigia um Cruze; e Eraldo José guiava um Jetta. A apuração da Polícia Civil indicou que os dois homens participaram de um racha. As vítimas estavam em um Fiesta vermelho.
Na Ponte das Garças, o Jetta de Eraldo atingiu a traseira do Fiesta. Com a colisão, o veículo das vítimas desgovernou, atingiu uma árvore e capotou diversas vezes. A perícia apontou que o advogado estava a 110km/h na hora da batida. A mãe e o filho mortos no desastre estavam no banco traseiro do Fiesta.

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