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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

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''Era uma menina inspiradora'', diz chefe da bombeira morta em serviço
Marizelli Dias teve fraturas e traumatismo craniano depois de ser atingida por uma árvore e por cabos de energia que se romperam em decorrência de incêndio na QNL 02, em Taguatinga. Militar tentava apagar o fogo no cerrado, quando ocorreu o acidente
O desespero e a comoção tomaram conta da emergência do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) na tarde de ontem. Após lutar por quase 10 horas pela própria vida, a bombeira Marizelli Armelinda Dias, 31 anos, não resistiu. Ela foi atingida por umgalho de eucalipto de médio porte e por fios de alta-tensão enquanto combatia um incêndio em uma área de vegetação do cerrado na QNL 2, próximo à via estádio, em Taguatinga, na manhã de ontem.
Na avaliação da equipe médica, a soldado morreu em decorrência das fraturas e de uma possível descarga elétrica que sofreu, já que ficou em contato com os cabos de energia que romperam e caíram com a árvore. Os bombeiros precisaram esperar a resposta da Companhia Energética de Brasília (CEB) para confirmar a inexistência de corrente elétrica e conseguir fazer o resgate com segurança.
A militar sofreu fraturas nas costelas, braço e perna, traumatismo craniano e teve pelo menos cinco paradas cardiorrespiratórias. Ela foi entubada, passou por uma drenagem pulmonar e estava em coma induzido.
Do lado de fora da unidade, colegas da corporação fizeram uma grande roda de oração em homenagem à combatente. A família recebia apoio e carinho de amigos e de colegas de corporação. “Ela é uma pessoa muito alegre e muito querida”, desabafou o ex-marido, Raimundo Mendes Alves, de 50 anos, que tem dois filhos com ela, Raniele, de 4 anos; e Erick, de 5.

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