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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

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MPDFT denuncia Marinésio pelo feminicídio da advogada Letícia Curado
Cozinheiro confessou ter assassinado a funcionária terceirizada do Ministério da Educação (MEC)
Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou, nessa terça-feira (17/09/2019), o cozinheiro Marinésio dos Santos Olinto, 41 anos, pelo assassinato da advogada Letícia Sousa Curado, 26. A denúncia de feminicídio será oferecida ao Tribunal do Júri de Planaltina.
Letícia foi assassinada no dia 26 de agosto, em Planaltina. Ela desapareceu após sair de casa para ir ao trabalho, na Esplanada dos Ministérios. Marinésio a pegou na parada de ônibus e depois a estrangulou. O corpo da funcionária terceirizada do Ministério da Educação (MEC) foi achado dentro de manilha localizada às margens da DF-250, na mesma região.
Além de Letícia, o cozinheiro também confessou ter matado Genir Pereira de Sousa, 47. Desde que o caso envolvendo Letícia veio à tona, 17 mulheres ou familiares de desaparecidas procuraram a Polícia Civil do DF (PCDF) para denunciar Marinésio. A corporação ainda aguarda resultados de exames de DNA para saber se ele tem relação com pelo menos outros sete casos de estupros e assassinatos (veja lista abaixo).
Os testes estão sendo realizados a pedido de delegacias que investigam crimes possivelmente ligados ao cozinheiro. Além de material genético do próprio acusado, foram recolhidas amostras na Blazer prata que ele teria usado nos crimes.
No fim do mês de agosto, Marinésio foi reconhecido por uma garota de 17 anos e por uma dona de casa de 43. Elas contam terem sido abordadas em paradas de ônibus e estupradas. O reconhecimento facial foi feito no Departamento de Polícia Especializada (DPE), no Parque da Cidade.
A lista de acusações contra Marinésio inclui crimes como assassinato, estupro e assédio sexual. Entre as semelhanças que o colocam como suspeito dos casos, está o modus operandi adotado por ele. Aos investigadores da PCDF, o maníaco revelou que tinha o hábito de pegar o carro nos dias de folga e circular pela cidade atrás de mulheres. Contou que costumava abordar as que estavam sozinhas em paradas de ônibus. Na versão dada aos policiais, ressaltou que oferecia carona para a rodoviária e, no trajeto, assediava as vítimas.

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