terça-feira, 22 de outubro de 2019

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Auditoria aponta 285 mil viagens de passageiros que já morreram
Em 2017, durante a gestão Rollemberg, CPFs de pessoas falecidas foram usados em fraudes no sistema de bilhetagem automática do DF
Centenas de “zumbis” e “fantasmas” viajaram de graça pela rede de transporte público do DF ao longo de 2017, durante a gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB). Segundo auditoria inédita do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) divulgada nessa segunda-feira (21/10/2019), o Sistema de Bilhetagem Automática (SBA) permitiu 285 mil deslocamentos gratuitos para pessoas que já haviam falecido.
“Apurou-se que foram realizadas 285.979 viagens em 2017 por pessoas que receberam gratuidades do Governo do Distrito Federal e cujos CPFs constavam como de falecidas, no Cadastro de Pessoa Física da Receita Federal”, alertaram os auditores.
O corpo técnico da Corte identificou que 479 usuários usavam CPFs dos falecidos para ter acesso ao cartão de gratuidade de forma indevida. Essa foi uma das irregularidades flagradas pelo TCDF na nova auditoria, com foco exclusivamente no SBA. Uma das conclusões do estudo é que o sistema “não é confiável”.
A auditoria, batizada como Segurança da Informação no Sistema de Bilhetagem Automática, destrinchou o SBA ao longo de 2017. De acordo com os auditores, o sistema é falho, permitindo fraudes, pagamentos irregulares e desperdício de dinheiro público.
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