terça-feira, 22 de outubro de 2019

author photo

Joice: ataques on-line foram usados para eleger Eduardo Bolsonaro líder
Segundo a deputada Joice Hasselmann, alguns deputados do PSL assinaram a lista de apoio a Eduardo como líder na Câmara porque passaram a sofrer ataques nas redes sociais
A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou que alguns de seus colegas de partido assinaram a lista que garantiu Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como líder da legenda na Câmara porque foram vítimas de ataques orquestrados nas redes sociais. Depois de diversas reviravoltas e uma clara disputa interna, o filho do presidente Jair Bolsonaro assumiu o posto na segunda-feira (21/10).
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite da mesma segunda-feira, Joice se referiu a uma estrutura virtual de 1.500 páginas no Facebook, além de perfis no Instagram e grupos de WhatsApp, que é usada para realizar "ataques coordenados" na internet.
"Quem aguenta um ataque coordenado de mais de 20 perfis de Instagram, 1.500 páginas de Facebook? Porque esses são os números. Mil e quinhentas páginas interligadas atacando todo dia, com memes sendo preparados, com todos os grupos de WhatsApp, ataca aqui, ataca ali…", disse, já próximo do fim da entrevista.
"Inclusive, algumas pessoas que assinaram a lista (em favor de Eduardo Bolsonaro na liderança do PSL na Câmara), assinaram por isso, porque elas estavam sendo atacadas. E elas me diziam: 'Joice, você tem mais de 1 milhão de votos, eu não tenho, eu tive 40 mil. Eu não tenho capital político, eu não posso fazer isso'", completou. %  2028 Eleições municipais e tapetão Um pouco antes, a deputada negou que a desavença entre ela e a família Bolsonaro tenha sido motivada por cálculos políticos visando as eleições municipais do ano que vem — Joice é pré-candidata à Prefeitura de São Paulo. "Nesta briga específica, não tem nenhum horizonte eleitoral. Eu vou ser candidata e ponto. Já deixei isso claro, a Executiva nacional do partido me apoia e o presidente daqui de São Paulo, que é o Eduardo Bolsonaro, ou vai ser afastado ou daqui a pouco termina o mandato dele, em novembro. Então não muda nada no processo. Eu vou ser candidata e isso já está definido", garantiu.
Joice, então, prosseguiu: "O que está envolvido aí é uma tentativa de tomar o controle do PSL no tapetão, para colocar um líder que é o filho do presidente, que não agrega, desagrega. Tanto não agrega que, mesmo com o Palácio atuando, os ministros atuando, (muitos deputados não o apoiaram)."
A deputada reconheceu, no entanto, que o fato de ela ser amiga do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), gera "ciúmes" e faz com que alguns a vejam como "mais Doria do que Bolsonaro". Ela também afirmou que as desavenças com a família começou quando ela defendeu as investigações sobre Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Nesse momento da entrevista, Joice — que se definiu como "100% lava-jatista" (e evitou se dizer 100% bolsonarista) — disse que não ficou satisfeita como o governo, que se elegeu com a bandeira do combate à corrupção, atuou.
"Deleta tudo"Na avaliação da parlamentar — que, por decisão do presidente Bolsonaro, deixou de ser líder do governo na Câmara na semana passada —, os filhos são um dos maiores obstáculos para o sucesso do atual governo. "Quando o presidente da República, que é o homem mais importante do país, sai da estatura dele e desce pra fazer uma espécie de lobby para eleger o filho… no que isso ajuda o país? Isso enfraquece o presidente", avaliou.
your advertise here
Próximo Próximo
Anterior Anterior

Tempo Agora

ESTRUTURAL - DF TEMPO AGORA